Por José Rios
A Inflexão Geopolítica e o Alerta ao Império do CaosO processo político-eleitoral de 2026 atinge a sua etapa culminante sob a determinação direta do colapso da hegemonia unipolar e da emergência de uma ordem multipolar articulada pelo Sul Global e pelos BRICS+. Sob o método do materialismo histórico-dialético e da paralaxe classista, a encruzilhada brasileira deixa de ser um mero certame institucional para se constituir em trincheira de resistência continental contra a investida recolonizadora do imperialismo euro-atlântico e do trumpismo.As potências centrais em declínio buscam transformar a América Latina em reserva estratégica para a expropriação predatória de recursos naturais, tentando submeter nações soberanas aos ditames de Washington. A aliança histórica de resistência dos povos do Brasil, México, Cuba, Nicarágua e de todas as forças democráticas e anti-imperialistas do continente ergue-se para dar um basta definitivo aos setores neofascistas e às suas cabeças de ponte internas, que operam como aves de rapina do rentismo predatório para saquear a riqueza socialmente produzida.O erro fatal do imperialismo e da extrema-direita consiste em menosprezar a classe trabalhadora organizada e a diversidade combativa que compõe o bloco histórico popular: a juventude proletarizada, as mulheres que sustentam os lares periféricos, os idosos que lutam pela dignidade de suas pensões, a população negra vilipendiada pelo braço armado do Estado, as dissidências de gênero e sexualidade e os povos originários e quilombolas. A advertência formulada na máxima popular sintetizada pelo bloco Panela Vazia ganha sentido revolucionário: o povo é capaz de satirizar as vicissitudes cotidianas, mas quando a sua sobrevivência material e a sua soberania são ameaçadas, a tolerância cessa e a história é movida pela fúria organizada das ruas.A Memória Material da Fome e a Farsa do Candidato do Rentismo PredatórioA paralaxe classista desnuda a contradição entre a realidade material das condições de vida e as falsificações ideológicas promovidas pela burguesia compradora. A memória das classes subalternas guarda com nitidez o período de indigência e mortandade em massa sob a gestão anterior da extrema-direita, quando o desmantelamento das políticas públicas atirou milhões de famílias à humilhação da fila do osso e da fome endêmica, enquanto a especulação financeira batia recordes de lucros.A reestruturação de estoques alimentares, a recomposição do poder de compra e as políticas de transferência de renda devolveram a subsistência mínima aos lares trabalhadores, enchendo as panelas que o rentismo havia esvaziado. É sob o pavor dessa recuperação popular que as frações parasitárias do capital, financiadas pelo extremismo internacional, tentam impor a candidatura herdeira da dinastia neofascista. Trata-se de uma figura sem densidade programática autônoma, cuja folha corrida traz a marca indelével da apropriação indébita de salários na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e vínculos históricos com milícias armadas, servindo como preposto dócil para aplicar o corte de centenas de bilhões de reais nas áreas sociais e liquidar o patrimônio estatal em favor de monopólios estrangeiros,.A Conquista das Ruas: O Fim da Escala 6×1 e a Força da Mobilização de MassasA vitória política consubstanciada no avanço histórico contra a escala de trabalho precarizante 6×1 constitui prova empírica incontestável de que a transformação social é obra exclusiva da ação direta dos trabalhadores e não de concessões burocráticas de cúpula. Não houve benesse parlamentar: a quebra da resistência patronal foi arrancada pela mobilização intransigente dos sindicatos classistas, dos estudantes, dos artistas populares e da juventude trabalhadora que ocuparam as avenidas e praças em todo o território nacional, constrangendo o Congresso Nacional e desmascarando a hipocrisia da extrema-direita, que se viu forçada a recuar temporariamente de sua postura antioperária,].A pauta do tempo de vida, do direito ao descanso e da redução da jornada de trabalho sem redução salarial tornou-se a bandeira unificadora do proletariado contemporâneo, conectando os operários fabris aos entregadores de aplicativo e trabalhadores do comércio e dos serviços. O polo popular liderado por Lula assume essa reivindicação ontológica como diretriz de governo, em oposição frontal à flexibilização irrestrita defendida pelo rentismo predatório, que pretende retirar direitos para aprofundar a superexploração da força de trabalho.O Veredito Histórico e a Trincheira da VitóriaO ascenso impetuoso da mobilização popular nas últimas semanas alterou a correlação de forças sociais e rompeu a inércia que a elite dominante tentava impor após o primeiro turno. O consórcio golpista do capital parasitário acreditava que a desinformação digital corporativa e o poderio econômico seriam suficientes para dobrar a espinha dorsal da nação e colocá-la de joelhos perante os interesses do império do caos.A resposta das ruas desfez essa miragem. A presença maciça das maiorias trabalhadoras nas periferias, nas comunidades camponesas, nos núcleos quilombolas e nos centros urbanos afirma a determinação de barrar o avanço neofascista e assegurar a reeleição de Lula como imperativo de preservação democrática e soberania nacional. A classe trabalhadora, consciente de seu papel como única produtora de toda a riqueza social, marcha decidida para consolidar nas urnas o que já consagrou no asfalto: o triunfo da dignidade humana, a independência do Brasil e a certeza irrefutável de que com a vontade soberana do povo não se brinca.
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