Por José Rios
1. A Erupção das Massas e a Ruptura da Inércia Institucional
A conjuntura política brasileira nas vésperas do pleito decisivo de 25 de outubro de 2026 atinge o seu clímax histórico sob o signo da luta aberta de classes. Sob o rigor metodológico do materialismo histórico-dialético e da paralaxe classista, a aparente estabilidade da ordem burguesa e a arrogância prematura das oligarquias dominantes foram estilhaçadas pelo elemento mais determinante da história: a irrupção consciente das massas trabalhadoras e da juventude no asfalto. A onda ininterrupta de manifestações que tomou as grandes avenidas e praças de São Paulo, Rio de Janeiro, Niterói, Curitiba, Salvador, Recife, Belo Horizonte e capitais de todas as regiões do país rompeu a anestesia provocada pelo primeiro turno e transformou o terreno da disputa em uma vigorosa contraofensiva popular.
Essa mobilização de milhões não expressa um mero evento de agitação eleitoral passageira, mas a emanação viva da soberania popular em defesa da democracia, da autodeterminação nacional e da continuidade do projeto republicano encabeçado pelo presidente Lula. Ao descer dos campi universitários, dos locais de trabalho e das periferias metropolitanas, a classe trabalhadora resgatou a sua condição de sujeito histórico indomável, desnudando a falácia de que as eleições haviam sido decididas pelo rolo compressor do capital financeiro ou pelas manipulações de cúpula no Congresso e nos tribunais.
2. A Anatomia do Pânico Reacionário e o Desespero Mercenário
O avanço avassalador das ruas produziu um estado de pânico indisfarçável no seio do consórcio golpista articulado pelo trumpismo/bolsonarismo. Conforme ensina a teoria revolucionária e a experiência histórica das grandes conflagrações sociais, as classes dominantes perdem a compostura e a coordenação estratégica no exato instante em que percebem que a sua capacidade de coagir e alienar o povo trabalhador atingiu o ponto de saturação. O consórcio reacionário contava com o silêncio, a paralisia e o desânimo generalizado das maiorias exploradas; deparou-se, contudo, com um verdadeiro levante cívico e popular disposto a barrar o retorno do arbítrio a qualquer custo.
Diante do esgotamento do chamado apito de cachorro e das pautas morais fabricadas, os agentes internos do império do caos apelam para a baixeza tática e a delinquência política aberta:
- A intensificação desenfreada de ameaças físicas e terror psicológico contra autoridades públicas e lideranças populares expressa a impotência dos setores que sabem que não conseguirão sustentar seu programa econômico pela via da persuasão democrática.
- A propagação orquestrada de fraudes informacionais no seio das famílias e das redes comunitárias visa produzir desalento de última hora e justificar arroubos mercenários de sabotagem e tumulto institucional no dia da eleição.
- A arrogância de pretender leiloar o Estado brasileiro antes da apuração das urnas, prometendo pacotes de arrocho de centenas de bilhões de reais, extinção de ministérios sociais e corte de conquistas históricas da aposentadoria e da legislação trabalhista, converteu-se no vetor de sua própria desmoralização perante o eleitorado,,,].
3. A Dimensão Geopolítica: Soberania Popular contra a Tutela Hemisférica
A leitura geopolítica do camarada José Reinaldo Carvalho evidencia que o enfrentamento brasileiro sintetiza o choque entre duas épocas e duas visões de mundo inconciliáveis: de um lado, a construção de uma ordem mundial multipolar soberana, na qual o Brasil desempenha papel de vanguarda no Sul Global e nos BRICS+, assegurando o controle estatal sobre suas riquezas energéticas, o Pré-Sal e os recursos minerais estratégicos; de outro, a submissão abjeta aos ditames de Washington e a reedição da nefasta Doutrina Monroe sob roupagem fascista contemporânea.
O consórcio trumpismo/bolsonarismo atua como tropa de choque do capital transnacional imperialista, pronto a vender o patrimônio nacional e precarizar a vida da maioria operária para garantir a acumulação predatória da finança internacional. A multidão nas ruas compreendeu com exatidão essa correlação material de forças: defender a reeleição de Lula e derrotar a extrema-direita não é uma querela partidária rotineira, mas uma questão de sobrevivência nacional e de defesa intransigente da dignidade humana contra a voracidade colonial de um império em declínio.
4. A Diretiva da Vitória Popular: Unidade, Disciplina e Vigília de Massas
A duas semanas da definição do destino da República, a palavra de ordem inegociável é manter a ofensiva e transformar a energia demonstrada no asfalto em densidade de votos nas urnas. A história dos povos não admite a hesitação nos momentos em que a correlação de forças se inclina favoravelmente aos que produzem a vida. A infantaria de base — composta pelos comitês sindicais, brigadas populares de voluntários, organizações estudantis e movimentos comunitários — deve converter cada praça ocupada em uma plataforma permanente de conscientização territorial:
A prioridade tática reside em desatar os nós da abstenção nas periferias, assegurando o pleno comparecimento da classe trabalhadora por meio da garantia militante e intransigente do transporte público gratuito assegurado pela lei eleitoral.
A pedagogia socrática e classista deve dialogar com os setores ainda indecisos e com as pessoas idosas, demonstrando que a única trincheira capaz de assegurar o reajuste do salário mínimo, a integridade da Farmácia Popular e a proteção social das famílias brasileiras é a vitória do campo democrático e popular.
A vigilância ativa contra qualquer provocação mercenária deve ser mantida com serenidade férrea e coragem política inabalável, isolando os operadores do caos e demonstrando que a legitimidade do poder reside na soberania inalienável do povo brasileiro.
O tsunami de massas que transborda pelas cidades do Brasil não será contido por manobras de gabinete, sabotagens cartoriais ou chantagens de mercenários a soldo do império. No dia 25 de outubro, a classe trabalhadora brasileira marchará com altivez para consolidar a vitória histórica da soberania, da paz e do trabalho, sepultando definitivamente nas urnas o golpismo colonial e reafirmando ao mundo que o destino do Brasil pertence única e exclusivamente ao povo brasileiro.
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