Por José RiosBlog REINTEGRAR-SER | Coluna: de ÔLHO no VOTOA menos de vinte e quatro horas da abertura das urnas, a conjuntura política brasileira e baiana atinge seu ponto de máxima tensão estrutural. A disputa eleitoral de 4 de outubro de 2026 deixa de ser um mero certame institucional para se configurar como um embate histórico e decisivo entre o projeto de emancipação da classe trabalhadora e as forças aglutinadas em torno das velhas oligarquias, do capital financeiro parasitário e do neofascismo.Neste cenário de inflexão, o pronunciamento e o alerta estratégico do presidente estadual do PCdoB na Bahia, camarada Geraldo Galindo, revestem-se de uma densidade política inestimável. Sob a orientação de construir uma análise escorreica, rigorosa e ancorada nas premissas do materialismo histórico-dialético, da paralaxe classista e do Planejamento Estratégico Situacional (PES-MAPP), examina-se a essência deste momento crítico para o movimento sindical, popular e partidário.A Dualidade Tática: A Alegria das Ruas e o Cerco da ReaçãoA reta final da campanha na Bahia revelou uma contradição dialética impressionante. De um lado, assistiu-se à erupção das massas nas praças e avenidas de Salvador e do interior, transformando a mobilização popular — coroada pela presença histórica do presidente Lula e do governador Jerônimo Rodrigues — em um vibrante “carnaval fora de época”. Essa energia coletiva expressa a vitalidade do bloco histórico progressista, enraizado nos movimentos sociais, na cultura popular e na consciência de que a soberania nacional e a democracia são conquistas inegociáveis.Do outro lado, acuadas pela perda de hegemonia territorial e pelo desmonte de sua base institucional (evidenciado pela adesão de centenas de prefeitos ao projeto governista e pelos escândalos financeiros que enredam figuras da oposição carlista), as elites do atraso recorrem ao desespero tático. É exatamente neste flanco que incide o alerta vermelho disparado por Geraldo Galindo.A burguesia decadente e os setores reacionários nunca aceitaram pacificamente a supremacia popular. Quando perdem a batalha da persuasão nas ruas e nos palanques, deslocam o conflito para o terreno da guerra híbrida: a disseminação industrial de fake news nas vésperas do pleito, a tentativa de compra de votos nas franjas mais vulneráveis das periferias e do interior, e o uso seletivo do aparato de coorção institucional.O Papel Histórico do Sindicalismo e da Vanguarda ClassistaSob a ótica da paralaxe classista, compreende-se que o Estado burguês e as instâncias da disputa eleitoral representam o terreno onde se condensam as correlações de força entre as classes fundamentais. O proletariado urbano e rural, organizado nos locais de trabalho, nas agências bancárias, nas redes de comércio e nos serviços, não pode nutrir nenhuma ilusão de neutralidade no dia da votação.O chamado do camarada Geraldo Galindo ressoa como uma convocatória à disciplina de vanguarda e à vigilância de base. A vitória consolidada nas caminhadas festivas de rua precisa de tradução material nas urnas. Para tanto, o movimento sindical classista e os comitês populares operam hoje não apenas como cabos eleitorais, mas como cordões sanitários de proteção da lisura democrática.A fiscalização cerrada nas seções eleitorais, o combate implacável à desinformação cibernética nas últimas horas e a mobilização corpo a corpo para garantir o comparecimento consciente da classe trabalhadora são tarefas de ordem superior. O salto alto e o desmobilismo alimentado pela falsa sensação de vitória antecipada constituem os maiores aliados da reação.Conclusão: A Consagração da Soberania PopularA jornada que se encerra nas urnas neste 4 de outubro é a continuação por outros meios da luta secular dos trabalhadores baianos e brasileiros contra a espoliação e a tirania. A advertência de Geraldo Galindo sintetiza o dever histórico do momento: firmeza inegociável, organização capilar e consciência de classe ativa.A Bahia, que traz no peito o brado de que “com tiranos não combinam os bravos corações”, tem a oportunidade histórica de reafirmar seu compromisso com o futuro, derrotando o carlismo e o neoliberalismo nas urnas. Amanhã, cada voto depositado será um tijolo na construção da soberania nacional, da justiça social e do poder popular ao lado de Jerônimo e Lula.Blog REINTEGRAR-SER | Coluna de ÔLHO no VOTO
Deixe um comentário