José Rios (Artigo de Análise e Opinião para a coluna “De Olho no Voto” do Blog REINTEGRAR-SER)
A exatamente quinze dias do domingo, 4 de outubro de 2026, a disputa pelo destino da formação social brasileira atinge seu estágio mais decisivo. No terreno da análise concreta e do planejamento popular, a leitura da conjuntura não pode nascer do achismo burocrático de gabinetes nem da intuição empírica descolada das leis materiais que regem a sociedade. Pelo método do materialismo histórico-dialético e da paralaxe classista, articulados ao Processo de Análise e Intervenção Dinâmica e ao Planejamento Estratégico Situacional, as aparências caem por terra: o que a ordem burguesa apresenta como debate abstrato sobre instituições é, na sua raiz, uma batalha feroz pelo território, pela renda e pelas condições imediatas de vida de quem produz a riqueza do país.Os levantamentos de campo mais recentes atestam um dado fundamental: o interesse popular e a preocupação dos trabalhadores com este pleito são visivelmente superiores aos de eleições passadas. A classe trabalhadora não assiste ao processo com passividade. Ela cobra respostas objetivas para as duas dores materiais que sufocam o seu cotidiano: o medo constante da violência que atinge as periferias e a corrosão do orçamento doméstico imposta pela carestia e pela exploração do sistema financeiro.O Diagnóstico Concreto: A Insegurança Territorial e a Agiotagem DigitalA análise científica do quadro social parte do chão da vida real. Quando mais de 30% da população apontam a segurança pública como a maior urgência nacional, esse dado não pode ser desqualificado nem tratado como ilusão da imprensa. Nas periferias e nas grandes cidades, a classe operária e o povo pobre convivem com o domínio armado de milícias, com a violência cotidiana e com máfias corporativas que se infiltram nos serviços básicos, a exemplo das investigações policiais que revelaram o controle do crime organizado sobre linhas de transporte coletivo em grandes capitais. A extrema-direita tenta capitalizar esse sofrimento prometendo a repressão cega e a violência policial desmedida, um falso remédio que sempre serviu para vitimar os filhos da classe trabalhadora enquanto poupa os chefes do crime de colarinho branco. A resposta popular exige soberania territorial, policiamento com inteligência contra a lavagem de dinheiro, iluminação pública, transporte de qualidade e oportunidades concretas para a juventude.Ao mesmo tempo, as famílias enfrentam a sangria provocada pela agiotagem digital das apostas eletrônicas no celular. Pesquisas socioeconômicas comprovam que o impacto das apostas no endividamento popular superou o peso dos juros tradicionais e do cartão de crédito, retirando dezenas de bilhões de reais por ano do consumo de comida, remédios e moradia. Enquanto os candidatos do rentismo e do neofascismo defendem a liberação irrestrita da jogatina para alimentar esquemas de intermediários privados, o compromisso popular deve ser categórico: proibir a concessão de crédito para apostas, coibir a publicidade predatória e blindar o salário e os benefícios sociais contra a usura digital.A Superioridade Material do Programa Popular e a Farsa DesmontadaA verdade histórica e material desmantela a pregação moralista dos traidores da pátria. Quem se apresentava como paladino da ordem fugiu de sabatinas públicas na televisão com medo de prestar contas de 128 dias de silêncio sobre esquemas de corrupção comprovados pela Polícia Federal [source: 1]. Não há como disfarçar a vergonha de dividir salas comerciais e convívio íntimo com agiotas que surrupiaram mais de R$ 2 bilhões de mais de 4,3 milhões de aposentados e pensionistas da Previdência Social, enquanto usufruíam de viagens de jatinho particular e imóveis de alto luxo custeados por operadores de fraudes financeiras [source: 1].O contraponto a esse projeto de pilhagem e entrega colonial aos interesses imperialistas é o avanço concreto da vida do povo. O governo do presidente Lula demonstrou com medidas práticas de que lado está: assinou o reajuste de 15,04% do Bolsa Família, garantindo comida na mesa de mais de 19 milhões de lares; assegurou a valorização contínua do salário mínimo acima da inflação; isentou do imposto de renda os trabalhadores que ganham até R$ 5 mil; e assumiu como bandeira inegociável o fim da jornada de trabalho 6 por 1, defendendo o regime de 40 horas semanais com dois dias de descanso e sem nenhuma redução salarial. A classe trabalhadora compreende que tempo para conviver com os filhos, cuidar da saúde e descansar não é favor patronal, mas parte indispensável da sua dignidade.A Força das Ruas e o Mandato Inegociável do Voto CasadoA mobilização de base avança impulsionada pela tomada de consciência dos setores mais combativos do povo brasileiro. A insurreição cívica dos cidadãos com mais de 70 anos — homens e mulheres que derrotaram a ditadura militar e que hoje, mesmo dispensados da obrigação do voto, tomam as praças públicas em Salvador e em todo o país — alia-se ao manifesto histórico de mais de uma centena de grandes expoentes da cultura nacional. Essa frente unida da memória histórica, da juventude trabalhadora e da arte popular ergue uma muralha viva contra a abstenção e derrota a tese mentirosa de desânimo eleitoral.Para consolidar essa vitória, a militância popular e a vanguarda sindical devem aplicar a diretriz estratégica ensinada pelo ministro Rui Costa: o presidente Lula é o timoneiro encarregado de apontar o rumo do desenvolvimento soberano da Nação, mas o Congresso Nacional são os remadores. Eleger o timoneiro e entregar o Parlamento aos lobistas dos bancos, aos prepostos do agronegócio predatório e aos cúmplices do crime organizado significa colocar sabotadores a bordo. Eles remarão contra as necessidades populares, tentarão barrar os reajustes do salário mínimo, votarão contra o fim da escala 6 por 1 e farão chantagem constante contra as políticas sociais.A tarefa histórica para o domingo, 4 de outubro de 2026, é clara, direta e sem dispersão. Nas ruas, nas fábricas, nas feiras livres e nas comunidades periféricas, a ordem é o voto casado de classe: Lula 13 Presidente, governadores comprometidos com os direitos do povo nos estados, e o preenchimento de toda a colinha eleitoral com os deputados federais e as duas vagas de senador da Federação Brasil da Esperança, ao lado das forças da esquerda combativa. É a unidade consciente da classe trabalhadora que sepultará o neofascismo e garantirá um Brasil altivo, soberano e com justiça social.
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