Por José Rios (Artigo de Análise e Opinião para a coluna “De Olho no Voto” do Blog REINTEGRAR-SER)
Restam pouco mais de duas semanas para o domingo, 4 de outubro de 2026. Entramos no terreno decisivo em que a luta de classes assume contornos de combate aberto pela alma, pelo patrimônio público e pela soberania do povo brasileiro. Sob o método do materialismo histórico-dialético e da paralaxe classista, associados ao Processo de Análise e Intervenção Dinâmica (PAID-MAPE) e ao Planejamento Estratégico Situacional (PESC-MAPP), as máscaras institucionais caem e a cena política revela sua crua essência: o confronto irreconciliável entre a soberania nacional do Sul Global e o desespero violento do capital rentista e do imperialismo norte-americano decadente — o autêntico e raivoso “império do caos”.
Incapaz de convencer o trabalhador pelo debate programático ou pela comparação de realizações materiais, o consórcio neofascista brasileiro — capitaneado pelo clã bolsonarista e financiado pelas cloacas da agiotagem financeira — atinge o estágio terminal do desespero. Sabendo que o terreno das urnas lhes é fatal, os traidores da pátria acionam a pinça histórica da contra-revolução colonial: a sedução rasteira do estelionato eleitoral combinada à intimidação física, ao terror territorial e à agressão covarde contra a militância popular.
1. A Dupla Tática dos Desesperados: Sedução Farisaica e Intimidação Armada
O comportamento da reação na reta final obedece à lógica clássica do fascismo em retirada. De um lado, a máquina de desinformação patrocinada pelo grande capital tenta a sedução farisaica: espalha promessas cínicas de “liberdade”, usa o nome de Deus em vão e finge defender a família trabalhadora. Tentam esconder dos crentes e dos chefes de família que o candidato da extrema-direita, o senador Flávio Bolsonaro, é réu formal da história no Inquérito 5026 do Supremo Tribunal Federal, atolado até o pescoço em corrupção, evasão de divisas e lavagem de dinheiro ao pedir mais de 130 milhões de reais a agiotas que esfolavam servidores públicos com juros de 6% ao mês.
Escondem com cinismo o covil compartilhado em Brasília, onde a empresa familiar do clã dividia teto com a quadrilha que surrupiou R$ 2 bilhões de mais de 4,3 milhões de idosos e pensionistas da Previdência Social. Quando essa podridão material veio a público, a máscara moralista esfarelou-se a ponto de a própria imprensa burguesa tradicional proclamar a inaptidão moral do herdeiro do extremismo.
Fracassada a sedução pela via da mentira deslavada, a extrema-direita ativa a sua outra face: a intimidação física e a violência criminosa. As agressões covardes, os insultos racistas desferidos contra jovens trabalhadoras de campanha nas ruas da Paraíba e a truculência contra quem ousa portar o chapéu ou a estrela da esperança não são fatos fortuitos. São o método do milicianismo encurralado. Quem não tem argumento para defender o arrocho salarial e o massacre da aposentadoria tenta interditar o território pela força bruta. É o recurso dos fracos, dos bandidos que operam como quinta-coluna de Washington para tentar transformar o Brasil em uma feitoria submetida à pilhagem externa.
2. A Fenda da Paralaxe Institucional e o Freio de Arrumação no STF
A ofensiva dos traidores da pátria tentou, nos estertores da campanha, instrumentalizar a própria cúpula do Poder Judiciário. A manobra golpista de gabinete consistia em forçar um julgamento de exceção — o nefasto “Tribunal do Facebook” denunciado com rigor e bravura pelo ministro Flávio Dino —, convertendo a Suprema Corte em palco de linchamento teleguiado por bilionários do Vale do Silício, facínoras do 8 de janeiro e operadores da Faria Lima.
O plano era evidente: usar relatórios apócrifos de 72 horas, desprovidos de perícia técnica e desmentidos pelos próprios agentes da Polícia Federal, para cassar a autoridade de magistrados que contiveram a tentativa de golpe de Estado, enquanto se mantinham na gaveta as mensagens comprometedoras de ministros que confraternizavam com banqueiros, recebiam favores e operavam balcões clandestinos com lobistas do orçamento secreto, como o deputado Cezinha de Madureira.
A intervenção firme de ministros que exigiram isonomia e o pedido de vista de Flávio Dino funcionaram como um freio de arrumação democrático e uma cirurgia de redução de danos históricos. Travaram o trator da chantagem institucional. Como assinala a análise crítica contemporânea, a democracia enfrenta duas tarefas inadiáveis: apurar com rigor e isonomia todo e qualquer desvio corporativo de magistrados após as eleições, mas impedir peremptoriamente que a disputa jurídica seja convertida em arma de guerra híbrida para melar o sufrágio soberano do povo brasileiro.
3. A Trincheira da Objetividade Social e o Medo do Império
Por que o “império do caos” e seus prepostos domésticos estão raivosos e desmedidos? Porque compreendem a dimensão geopolítica da vitória popular no Brasil.
O Brasil não é uma ilha: é a espinha dorsal da integração soberana da América Latina e peça motriz da expansão dos BRICS+, bloco que já responde por mais de 42% do PIB mundial e lidera o processo histórico de desdolarização das trocas internacionais. Cada avanço do Brasil na afirmação de sua soberania energética sobre o Pré-Sal, na defesa de suas reservas de minerais estratégicos e na liquidação de transações em moedas locais significa um golpe direto na hegemonia parasitária do dólar e no unilateralismo belicista dos Estados Unidos e da OTAN.
Ao mandar o recado direto e altivo em Curitiba — “O Brasil não é republiqueta de bananas e não aceitará interferência externa” —, o presidente Lula expressou o sentimento de uma nação que recusa a vassalagem colonial. A fúria da extrema-direita é a fúria do capataz que vê a senzala se rebelar e tomar as rédeas da própria história.
Defender a ordem democrática e as instituições públicas neste momento — como nos ensina a teoria materialista do Estado — não significa canonizar os tribunais que historicamente favorecem a classe patronal em detrimento da CLT. Significa defender a objetividade social arrancada pela luta dos trabalhadores, impedindo que a sociedade brasileira seja arrastada para a barbárie neofascista, onde a lei do mais forte e o arbítrio miliciano esmagam os direitos da maioria.
4. A Batalha dos Últimos Dias: Caça ao Voto e a Ordem do Voto Casado
Nestas duas semanas derradeiras, a passividade é cúmplice da derrota. A coluna De Olho no Voto do Blog REINTEGRAR-SER convoca toda a vanguarda militante, a militância sindical, os educadores populares, a juventude combativa e a valorosa geração de lutadores com mais de 70 anos para a ofensiva total nas ruas, fábricas, feiras e redes sociais.
Nossa estratégia no âmbito do PAID-MAPE articula duas tarefas de vida ou morte:
┌────────────────────────────────────────────────────────────────────────┐ │ A LINHA DE MARCHA POPULAR ATÉ 4 DE OUTUBRO │ ├───────────────────────────────────┬────────────────────────────────────┤ │ TAREFA 1: COMBATE À ABSTENÇÃO │ • Desmontar o medo e a desinfor- │ │ E CAÇA AO VOTO │ mação de porta em porta │ │ │ • Organizar o transporte comu- │ │ │ nitário no dia da eleição │ │ │ • Presença nas ruas: a coragem do │ │ │ povo afugenta a covardia fascista│ ├───────────────────────────────────┼────────────────────────────────────┤ │ TAREFA 2: PEDAGOGIA CRÍTICA │ • Lula é o timoneiro; a bancada │ │ DO VOTO CASADO │ popular são os remadores │ │ │ • Votar em Lula e dar o Congresso │ │ │ à Faria Lima é suicídio político │ │ │ • Eleger as 54 vagas do Senado e a │ │ │ Câmara na Federação da Esperança │ └───────────────────────────────────┴────────────────────────────────────┘
A advertência lapidar do ministro Rui Costa deve ser o mantra de cada conversa de base: o presidente Lula é o timoneiro encarregado de guiar o barco do Brasil rumo à justiça social e ao desenvolvimento; mas o Congresso Nacional são os remadores.
Eleger Lula para o Planalto e entregar as cinquenta e quatro vagas do Senado Federal e as cadeiras da Câmara dos Deputados aos partidos do Centrão, aos serviçais da Faria Lima e aos operadores da agiotagem do Banco Master significa colocar sabotadores a bordo. Eles remarão para trás, farão chantagem por emendas secretas, tentarão cortar o reajuste do salário mínimo, barrar o fim da escala 6×1 e aprovar o desmonte da Previdência.
A palavra de ordem é taxativa: VOTO CASADO DE CLASSE.
- Na Presidência: Lula 13 para conduzir o leme da Nação;
- No Legislativo: votar maciçamente nos candidatos e na legenda da Federação Brasil da Esperança (PT • PCdoB • PV) e em seus aliados programáticos da esquerda combativa.
Não nos curvaremos às ameaças dos traidores da pátria nem à histeria do império em declínio. A força material de mais de 70 políticas públicas estruturantes, a memória viva de quem derrotou a ditadura militar e a mobilização corajosa da classe trabalhadora formam a muralha intransponível que salvará o Brasil.
Em 4 de outubro, com a caneta na mão, a cabeça erguida e o voto casado na urna, sepultaremos a conspiração golpista e asseguraremos a vitória definitiva da soberania, da democracia e do poder popular!
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