​A Dialética da Litosfera: Uma Análise em Paralaxe sobre a Dinâmica das Rochas e a Tectónica Global

Por José Evangelista Rios da Silva

Resumo: O presente artigo analisa os processos de cristalização e degradação das rochas sob a ótica do materialismo histórico-dialético e da dialética da natureza. Utilizando a lente da paralaxe classista e o instrumental do Planejamento Estratégico Situacional (PES) e do Método Altadir de Planejamento Popular (MAPP), discute-se como as forças endógenas e exógenas conformam uma totalidade dinâmica.

​1. Introdução: A Rocha como Matéria em Movimento

​Para o geógrafo comprometido com a análise profunda, a rocha é uma síntese de múltiplas determinações. Sob a lente da Dialética da Natureza, a formação (cristalização) e a destruição (degradação) são polos opostos que se interpenetram.

​2. Cristalização e Forças Endógenas

​A cristalização mineral representa a organização da matéria sob condições extremas. No Materialismo Dialético, este processo é o salto qualitativo da matéria fundida para a forma sólida organizada.

  • Vetores de Pressão: Movimentos de placas que geram metamorfismo.
  • Identidade dos Contrários: A pressão que solidifica é a mesma que pode gerar a ruptura.

​3. Degradação e Forças Exógenas

​O ciclo completa-se através da degradação (chuva, vento, sol). Aqui, a Dialética da Natureza transforma o “ser” geológico em solo (“vir-a-ser” agrícola).

Análise PES-MAPP:

  • Vulnerabilidade: Porosidade mineral vs. Fragilidade social.
  • Operações: Hidrólise e erosão vs. Ações de transformação social.
  • Fluxos: Ciclo tectónico vs. Acumulação de recursos de poder.

​4. A Paralaxe Classista e a Tectónica Global

​A análise em paralaxe observa o fenômeno geológico como palco da práxis humana. A tectónica define o território de disputa classista. A resistência da rocha é a metáfora da resistência das classes oprimidas: ambas forjadas sob pressão.

​5. Conclusão

​A cristalização e a degradação demonstram a validade da dialética em todas as escalas. O geógrafo, ao usar o PES-MAPP, reconhece que a transformação da natureza é indissociável da transformação social.

​Referências Bibliográficas

  1. ​ENGELS, F. A Dialética da Natureza.
  2. ​HARVEY, D. A Justiça e a Geografia da Diferença.
  3. ​MATUS, C. Estratégia e Plano e Teoria do Jogo Social.
  4. ​SANTOS, M. A Natureza do Espaço.
  5. ​TEIXEIRA, W. Decifrando a Terra.

José Evangelista Rios da Silva é geógrafo (UCSal), pedagogo (UNEB) e especialista em Planejamento Estratégico e Situacional pelo CES-Nacional. Com formação em Economia Política pela Fundação Maurício Grabois, sua trajetória é marcada por mais de cinco décadas de atuação no setor de supermercados e no movimento sindical. Dirigente da FEC Bahia, define sua atuação pela “práxis militante”: a dedicação de um sonhador apaixonado pela causa dos trabalhadores, focado em construir pontes e soluções para a sua classe.

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