Por José Evangelista Rios da Silva
Resumo: Este artigo denuncia a metamorfose do Congresso Nacional brasileiro em um centro de operações de Guerra Híbrida. Sob a influência da Doutrina DON-ROE, a maioria parlamentar atua como agente sabotador da soberania, utilizando o Poder Legislativo para blindar o golpismo, desmantelar direitos sociais e institucionalizar o caos. A votação de 30 de abril de 2026, que anistiou moralmente os terroristas do 08/01, é o ápice desta estratégia de destruição do Estado de Direito em favor de um projeto neofascista de dominação.
1. A Doutrina DON-ROE no Plenário: O Legislativo como Arma
A Doutrina DON-ROE fundamenta-se na criação de entropia (desordem) para impedir que nações periféricas consolidem projetos de soberania. No Brasil, essa doutrina é operada por uma maioria parlamentar que não representa o povo, mas o capital especulativo e as forças de extrema-direita internacional.
A derrubada do veto presidencial em 30 de abril de 2026 não foi um ato legislativo comum; foi uma operação tática de sabotagem. Ao reduzir as penas de quem tentou decapitar a democracia em 2023, o Congresso Nacional emitiu um salvo-conduto para o terrorismo de Estado. O objetivo é claro: manter as instituições sob constante ameaça para que o projeto de reconstrução nacional seja paralisado pelo medo e pela instabilidade.
2. O Congresso como Agente do Império do Caos
Enquanto o faturamento dos supermercados ultrapassa R$ 1 trilhão e as famílias são trituradas pela agiotagem das “bets” e pela jornada 6×1, o Congresso foca na blindagem de conspiradores.
- Sabotagem da Soberania: Através da agnotologia, o Parlamento oculta que a redução da punição aos golpistas é, na verdade, a entrega do País à governança do caos. Sem punição rigorosa, a democracia torna-se refém de chantagens permanentes das bancadas corporativas e seitas fanatizadas.
- A Mais-Valia do Caos: A Doutrina DON-ROE interessa ao capital porque um país instável não consegue regular o lucro das multinacionais, não consegue implementar a Escala 5×2 e não protege seus trabalhadores da espoliação financeira.
3. A Farsa da Representatividade e o Estado de Exceção Legislativo
O atual Congresso Nacional opera como uma extensão da senzala colonial, onde o “coronelismo digital” substituiu o chicote físico, mas a essência permanece: a extração de riqueza a custo zero.
- Inimigos do Povo: Parlamentares que votam para perdoar terroristas são os mesmos que trabalham para desidratar o projeto de valorização salarial e manter o trabalhador no regime de escravidão plena das periferias.
- Ataque ao Estado de Direito: Ao ignorar o Art. 5º da Constituição (crimes inafiançáveis contra a ordem constitucional), esta maioria parlamentar rasga o contrato social e se coloca como um exército de ocupação dentro das instituições brasileiras.
4. Conclusão: A Resistência Classista contra a Entropia
A farsa da representatividade só cairá quando a classe trabalhadora ocupar o centro do tabuleiro com o PES/MAPP. O blog REINTEGRA-SER denuncia: o Congresso não está “errado” ou “equivocado”; ele está em missão. A missão de sabotar o Brasil.
A resposta deve ser a Fúria Rebelde Organizada. Não há diálogo possível com quem legisla a favor da morte do Presidente e do fim da democracia. A reforma política e o controle popular sobre os mandatos são as únicas vacinas contra o vírus da DON-ROE que infectou o coração da República.
Referências Constitucionais e Bibliográficas
Constituição da República Federativa do Brasil (1988):
- Art. 1º, Parágrafo Único: O poder emana do povo, não das bancadas do caos.
- Art. 5º, XLIV: Ação de grupos armados contra o Estado é crime inafiançável e imprescritível. O Congresso não tem poder para anular este preceito.
- Art. 142: Define a defesa da pátria e a garantia dos poderes constitucionais, frequentemente distorcido pela agnotologia golpista.
Obras de Referência: - ENGDAHL, F. William. Full Spectrum Dominance: Totalitarian Democracy in the New World Order. (Base para a análise da Doutrina DON-ROE).
- LOSURDO, Domenico. Democracia ou Bonapartismo. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 2004.
- MATUS, Carlos. Teoria do Jogo Social. São Paulo: Fundap, 2005.
- FERNANDES, Florestan. O Poder Burguês. São Paulo: Brasiliense, 1981.
- SANTOS, Milton. A Natureza do Espaço. São Paulo: Edusp, 2002.
José Evangelista Rios da Silva é geógrafo (UCSal), pedagogo (UNEB) e especialista em Planejamento Estratégico e Situacional pelo CES-Nacional. Com formação em Economia Política pela Fundação Maurício Grabois, sua trajetória é marcada por mais de cinco décadas de atuação no setor de supermercados e no movimento sindical. Dirigente da FEC Bahia, define sua atuação pela “práxis militante”: a dedicação de um sonhador apaixonado pela causa dos trabalhadores, focado em construir pontes e soluções para a sua classe.
Deixe um comentário