Por José Evangelista Rios da Silva
- O Elemento Objetivo: A Inconstância como Plano Estratégico
O “plano” de Trump e seus assessores (Hegseth, Rubio, Beattie) revela-se não como uma estratégia militar coerente, mas como uma sucessão de espasmos autoritários e mentiras contraditórias que destruíram a dominância da informação dos EUA.
- O Blefe de South Pars: Trump desautorizou o Pentágono e Israel publicamente após o ataque ao campo de gás iraniano, tentando fugir da responsabilidade pelas retaliações sofridas no Catar. Esse comportamento de “imbecil arrogante” — que se vangloria de um poder que não consegue sustentar — resultou na suspensão total do GNL catariano, ferindo mortalmente a economia dos aliados europeus.
- A Falha de Fort McNair: Enquanto projeta “máxima pressão” no exterior, a psicopatia administrativa ignora a vulnerabilidade doméstica. Drones não identificados sobrevoando as residências dos secretários de Estado e Defesa em Washington D.C. provam que o “rei está nu” e desprotegido em seu próprio castelo.
- A Lente Classista: A “Hasbará” e o Desprezo dos Aliados
A credibilidade da administração Trump atingiu o nível zero. O uso de Inteligência Artificial para simular a presença de um Netanyahu (possivelmente morto ou incapacitado) e a negação de fatos confirmados por suas próprias agências de inteligência destruíram o consenso atlantista.
- A Insubordinação da UE: O movimento da Suécia para expulsar Israel da ONU e a declaração da Alemanha descartando qualquer solução militar provam que os aliados europeus não respeitam mais as “instruções” de um jogador de truco que só tem cartas baixas na mão. A Europa está escolhendo a sobrevivência energética (negociando com Irã e Rússia) em vez da lealdade a um psicopata inconstante.
- O “Não” de Lula: O Brasil de 2026 materializou o desprezo global. Ao revogar o visto de Darren Beattie e suspender alimentos para os EUA, o presidente Lula expôs a burrice estratégica de Trump: você não ameaça quem controla o seu prato de comida.
- Materialidade Dialética: A Prática como Critério da Verdade
O mito da invulnerabilidade tecnológica, sustentado pela máquina de mentiras do complexo industrial-militar (PIG), caiu por terra diante da prática combativa:
- O F-35 “Sangrou”: O impacto contra o caça “invisível” em 19 de março e o pouso de emergência desesperado desmascararam décadas de propaganda. A física hipersônica dos mísseis Fattah-2 não se curva a blefes de rede social.
- A Retirada do Gerald Ford: Um porta-aviões de US$ 13 bilhões abandonando a zona de combate com leitos queimados e tripulação exausta é a imagem definitiva da insolvência. O império que se vangloria de sua força não consegue sequer manter a manutenção básica de seus ativos.
- Análise de Paralaxe: A Fome e o Petróleo
A psicopatia do Eixo do Caos ignora que o mundo avançou para uma economia de recursos reais:
- Asfixia de Cuba: A tentativa de matar a ilha de fome e escuridão através do bloqueio energético (após capturar a Venezuela) gerou uma resposta de solidariedade mundial. As flotilhas da Espanha e do México, com o apoio de ativistas como Thiago Ávila, provam que a rede de solidariedade dos povos é mais resiliente que a logística do caos.
- Dependência Russa: Enquanto Trump blefa, Putin tornou-se o fiador da energia mundial. A necessidade física de petróleo e gás russo forçou até os aliados mais próximos de Washington a ignorarem as sanções, enterrando o petrodólar de forma definitiva.
- Tendências e Projeções (PES-C)
- Cenário de Queda (Pessimista para o Caos): A implosão interna da administração Trump devido à renúncia de quadros como Joe Kent e às investigações sobre a rede de Epstein. A “burrice” estratégica de atacar frentes demais simultaneamente (Venezuela, Irã, Cuba, Brasil) levará a uma retirada desordenada e humilhante.
- Cenário de Soberania (Otimista para o Sul Global): A consolidação definitiva do Eixo da Resistência e dos BRICS+. O Brasil e a África assumem o papel de fornecedores globais de alimentos e energia soberana, operando fora do sistema financeiro controlado por Washington.
- A Surpresa de Dimona: A revelação de que o perímetro nuclear de Israel foi atingido com precisão milimétrica forçará o fim imediato das operações sionistas na Palestina por falta de capacidade de defesa remanescente.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS - ALTHUSSER, Louis. Aparelhos Ideológicos de Estado.
- CARRATO, Angela. O Colapso do Soft Power e a Falência da Hasbará. Brasília, 2026.
- FARINAZZO, Robinson. Emboscada ao Lincoln e o Fim da Era dos Porta-Aviões. Canal Arte da Guerra, 2026.
- GRAMSCI, Antonio. Cadernos do Cárcere.
- MATUS, Carlos. Planejamento Estratégico Situacional (PES-C).
- RETRATOS DA ÁFRICA. Brasil Levanta-se: Soberania Alimentar e o Fim da Intimidação. Março de 2026.
- WOLFF, Richard D. A Insolvência Econômica do Império. 2026.
Conclusão: Lidar com psicopatas inconstantes exige a firmeza da materialidade. O Eixo do Caos, ao se vangloriar de sua própria burrice e arrogância, cavou o fosso de seu próprio isolamento. O 21 de março de 2026 marca o momento em que a mentira imperial parou de funcionar e o Sul Global, liderado pela coragem do Brasil e a resistência técnica do Irã, começou a escrever o funeral da ordem unipolar.
Deixe um comentário