ARTIGO CIENTÍFICO-ESTRATÉGICO: A INSOLVÊNCIA DA HEGEMONIA UNIPOLAR E A AFIRMAÇÃO DA LOGÍSTICA SOBERANA (16–21 DE MARÇO DE 2026)

Por José Evangelista Rios da Silva


RESUMO
Este artigo analisa a escalada do conflito entre o Eixo do Caos (liderado pela administração Trump e o enclave sionista) e o Eixo da Resistência (Irã e aliados), sob a lente da materialidade classista e do Planejamento Estratégico Situacional (PES). O período de 16 a 21 de março de 2026 marca o colapso do mito da invulnerabilidade tecnológica ocidental, a fragmentação do consenso atlantista e a emergência do Sul Global como polo de poder alimentar e energético.

  1. INTRODUÇÃO: A DIALÉTICA DA COERÇÃO E A CRISE DE DOMINÂNCIA
    A conjuntura da terceira semana de março de 2026 revela uma mutação qualitativa na correlação de forças global. A estratégia de “máxima pressão” do Eixo do Caos, fundamentada na coerção remota e no cerco energético (Venezuela, Cuba e Irã), atingiu o ponto de rendimentos decrescentes. Sob a técnica de paralaxe, observa-se que a superpotência americana, apesar de seu orçamento militar trilionário, enfrenta uma insolvência operacional diante da resistência física e organizacional dos povos.
  2. O COLAPSO DOS VETORES DE DOMINÂNCIA NAVAL E AÉREA
    O critério da verdade é a prática. Neste período, dois eventos materiais desintegraram décadas de propaganda militar:
  • A Exaustão do USS Gerald R. Ford: A retirada do porta-aviões mais avançado dos EUA para a Grécia, após incêndios internos e a fadiga extrema de uma tripulação operando sem suporte logístico adequado por 10 meses, simboliza o declínio da hegemonia naval. O “gigantismo” tornou-se um passivo estratégico diante da guerra de exaustão.
  • A Desmistificação do F-35: O impacto contra o caça “invisível” em 19 de março, forçado a um pouso de emergência pela defesa iraniana, prova que o Eixo da Resistência decifrou o escudo eletrônico ocidental. A física hipersônica dos mísseis Fattah-2 derrotou a metafísica da invisibilidade tecnológica.
  1. A LENTE CLASSISTA: SOBERANIA ALIMENTAR E SOLIDARIEDADE MULTIPOLAR
    A resistência soberana do Brasil, sob a gestão de Lula, introduziu um novo vetor de dominância: a arma alimentar.
  • Reciprocidade e Dignidade: Ao revogar vistos de assessores de Trump (como Darren Beattie) e suspender exportações de trigo e café para os EUA, o Brasil aplicou a premissa de “Ampliar para Radicalizar”. A ação demonstra que, em uma economia de recursos reais, quem controla o prato de comida possui maior poder de barganha que quem controla o sistema financeiro.
  • A Flotilha da Dignidade: As missões humanitárias “Rumbo a Cuba” e “Nuestra América”, partindo da Espanha e do México, representam a “Guerra de Posição” gramsciana, onde a sociedade civil organizada fura os bloqueios navais para garantir a sobrevivência de infraestruturas críticas de saúde.
  1. A FRATURA DO EIXO DO CAOS E O FATOR QATAR
    A inconstância e a psicopatia administrativa de Donald Trump geraram uma ruptura terminal com os aliados europeus. O ataque israelense ao campo de gás de South Pars, que resultou na paralisação da produção de GNL no Qatar após retaliação iraniana, forçou a Alemanha e a Suécia a desmarcarem-se de Washington.
  • Insubordinação Europeia: O pedido sueco de expulsão de Israel da ONU e a declaração alemã descartando solução militar provam que a Europa prioriza agora a estabilidade energética sobre a lealdade a um aliado inconstante e mentiroso.
  1. TENDÊNCIAS CONJUNTAIS: O FUNERAL DA UNIPOLARIDADE
    O período encerra-se com o Eixo do Caos isolado e vulnerável em seu próprio território (drones sobre Fort McNair em Washington D.C.). As tendências apontam para:
  • Consolidação dos BRICS+: Como novos fiadores da segurança energética e alimentar, operando fora da órbita do dólar.
  • Desintegração do Comando Sionista: A provável morte de Netanyahu e a destruição da fábrica de armas de Israel por mísseis iranianos aceleram o fim da viabilidade do enclave como posto avançado imperialista.
  • Autonomia do Sul Global: O fortalecimento do Corredor Norte-Sul (Rússia-Azerbaijão-Irã) como alternativa às rotas controladas pelo Ocidente.
    REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
  • ALTHUSSER, Louis. Aparelhos Ideológicos de Estado.
  • CARRATO, Angela. O Colapso do Soft Power e a Falência da Hasbará. Brasília, 2026.
  • FARINAZZO, Robinson. Emboscada ao Lincoln e o Fim da Era dos Porta-Aviões. Canal Arte da Guerra, 2026.
  • GRAMSCI, Antonio. Cadernos do Cárcere.
  • MATUS, Carlos. Planejamento Estratégico Situacional (PES).
  • RETRATOS DA ÁFRICA. Brasil Levanta-se: Soberania Alimentar e o Fim da Intimidação. Março de 2026.
  • SUN TZU. A Arte da Guerra.
  • WOLFF, Richard D. A Insolvência Econômica do Império. Nova York, 2026.

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