Por José Evangelista Rios da Silva
- A Cegueira Estratégica: Destruição dos Olhos dos EUA
O evento tático mais significativo deste período é a neutralização sistemática da infraestrutura de comunicação e vigilância militar estadunidense no Oriente Médio.
- Pulverização de Radares: Irã destruiu radares essenciais em pelo menos cinco países, incluindo Bahrein, Kuwait, Arábia Saudita, Catar e Emirados Árabes Unidos.
- O Radar THAAD de 300 Milhões: Imagens de satélite confirmam a destruição de um radar AN/TPY-2 (produzido pela Raytheon) na Jordânia, um componente vital do sistema de defesa antimísseis THAAD, deixando as forças dos EUA “cegas” para prevenir ataques balísticos.
- Impossibilidade de Substituição: Especialistas indicam que substituir esses equipamentos altamente classificados e caros levaria entre 5 e 8 anos.
- O Fracasso da Operação de Aniquilação
A tentativa de Donald Trump e Netanyahu de “apagar o Irã do mapa” através da operação “Epic Fury” — lançada sob o pretexto de armas nucleares sem provas — colidiu com uma realidade defensiva inesperada.
- Céu Blindado: O espaço aéreo iraniano foi protegido por “bombas digitais” e defesas aéreas que forçaram a aviação americana a recuar e realizar ataques imprecisos de fora do território.
- A Falha da Decapitação: O assassinato do líder supremo iraniano no primeiro dia da guerra não desestabilizou o país como Trump previu; ao contrário, radicalizou o exército e a população contra o inimigo comum.
- A Aliança Euroasiática: Inteligência e Suporte
O Irã não está lutando sozinho; o suporte de potências euroasiáticas alterou permanentemente o cálculo de risco.
- China e Rússia: Pequim e Moscou têm fornecido dados de inteligência vital e coordenadas exatas dos radares americanos ao Irã.
- A Rota da Seda: A China percebe que o Irã é a linha de frente para impedir o cerco a Pequim e o corte da rota terrestre via Afeganistão.
- Consequências Econômicas e Sociais
A análise classista aponta para o fim da segurança artificial que sustentava as economias do Golfo e o “Lifestyle” ocidental.
- O Fim das “Cidades de Vidro”: O ataque a Dubai e Abu Dhabi desvalorizou o apelo dos Emirados Árabes como refúgio de capitais; bilionários e investidores estão fugindo de cidades vulneráveis a mísseis.
- Apagão Energético: Com o Estreito de Ormuz efetivamente fechado (300 petroleiros varados) e o preço do petróleo Brent batendo recordes, a economia global está dentro do raio da explosão.
- A Resposta de Sheinbaum: Enquanto Trump tenta projetar força no México, a Presidenta Claudia Sheinbaum mantém a “cabeça fria”, negando permissão para intervenções militares e focando na soberania nacional.
- Tendências: Quem Controla o Ritmo?
As tendências indicam que a dignidade militar de Washington foi queimada. O Irã provou que pode atingir alvos estratégicos como o aeroporto Ben Gurion e o centro de Dimona, forçando Israel a um estado de asilo técnico e incerteza operacional. A vitória iraniana não se mede pelo número de aviões, mas por quem controla o ritmo da guerra, redesenhando permanentemente o mapa geopolítico mundial.
Referências Bibliográficas:
- [1] ¡ALERTA MÁXIMA! Irán Deja CIEGO a EE.UU. Desafio Toronto JC, 07/03/2026.
- [1.1] Sheinbaum responde a Trump: Cabeza Fría. El Libertador, 07/03/2026.
- [2.1] Irán acaba de atacar el aeropuerto Ben Gurion. MSC.24, 07/03/2026.
- [14] #A_Armadilha_Iraniana: Análise da destruição do radar FP-132. Março 2026.
- [18] #A_Armadilha_Iraniana: O fim da supremacia stealth e o papel da China. 07/03/2026.
Deixe um comentário