Por José Evangelista Rios da Silva
RESUMO:Este artigo analisa o conflito deflagrado em 28 de fevereiro de 2026 sob a ótica do Planejamento Estratégico Situacional (PES) e do Método Altadir de Planejamento Popular (MAPP), confrontando-os com as doutrinas clássicas de Sun Tzu e Clausewitz. Examina-se como a operação “Epic Fury” e a subsequente resposta iraniana revelam uma falha cognitiva na alta direção estadunidense e uma reconfiguração da correlação de forças global mediada pelo bloco BRICS.1. INTRODUÇÃO: O FLUXOGRAMA SITUACIONAL DA CRISESob a lente do MAPP, o governo de Donald Trump operou sobre um Vetor de Descritor de Problemas (VDP) equivocado. Ao ignorar as variáveis de “Acesso Negado” (A2/AD) e a resiliência do Eixo de Resistência, Washington subestimou a capacidade de resposta simétrica do Irã. O que se desenhou como um “ataque preventivo” transmutou-se, na prática, em uma perda de controle sobre o Vetor de Plano (VP), onde o ator que buscava o controle (EUA) tornou-se refém da reatividade do oponente.2. A ARTE DA GUERRA E O ERRO ESTRATÉGICOSun Tzu afirma: “Conhece o teu inimigo e a ti mesmo”. A administração Trump-Rubio falhou em ambos. Ao subestimar o “fundo do arsenal” iraniano e o apoio tecnológico de satélites da Rússia e China, os EUA entraram em um terreno que Clausewitz define como a “Fricção da Guerra”. O bombardeio ao Burj Khalifa e às bases em 8 países demonstra que o Irã aplicou o princípio de Sun Tzu de “atacar onde o inimigo não está preparado e aparecer onde não se é esperado”.3. O MAPP E A CAPACIDADE DE GOVERNONo Método Altadir de Planejamento Popular, a Capacidade de Governo é medida pela habilidade de processar problemas complexos. A reunião em Mar-a-Lago, com um gabinete “demudado” e “desconcertado”, revela uma baixa capacidade de processamento frente a uma Situação Geopolítica de Incerteza Dura. O uso da guerra como cortina de fumaça para o escândalo dos arquivos Epstein (conforme o New York Times) caracteriza uma “fuga estratégica”, onde a alta direção sacrifica a estabilidade sistêmica (paz mundial) para tentar preservar a governabilidade interna.4. A PARALAXE DO BRICS E A SOBERANIA DIGITALA análise em paralaxe revela que, enquanto o G7 vê o Irã como um “Estado pária”, o BRICS o vê como um nó vital da Soberania Multipolar. O fornecimento de mapeamento por satélite (Glonass/Beidou) neutralizou a vantagem tecnológica ocidental. A “Armadilha do Irã”, prevista por Jiang Xueqin, materializou-se: os EUA foram atraídos para um conflito de desgaste que isola o dólar e unifica o Sul Global em torno da autodefesa e da nova governança internacional.5. CONCLUSÃO: A POLÍTICA COMO CONTINUAÇÃO DA GUERRAClausewitz postulou que a guerra é a política por outros meios. Em 2026, a política imperialista de “Pressão Máxima” atingiu seu limite cinético. O estágio atual dos combates indica que a vitória decisiva pretendida pelos EUA é inalcançável sem um custo econômico que destruiria o próprio “legado” de Trump. A tendência aponta para uma redistribuição de poder onde o controle dos estreitos marítimos e a solidariedade internacionalista (como expressa no manifesto de José Reinaldo Carvalho e nas notas do PCB) tornam-se as novas armas de dissuasão.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS * CLAUSEWITZ, Carl von. Da Guerra. Tradução de Maria Teresa Ramos. São Paulo: Martins Fontes, 2010. * HUAMÁN, Carlos. MAPP: Método Altadir de Planejamento Popular. Brasília: Editora Popular, 2022. * MATUS, Carlos. Adeus, Senhor Presidente: Planejamento Estratégico e Coprodução de Juízo Crítico. São Paulo: Fundap, 1996. * SUN TZU. A Arte da Guerra. Rio de Janeiro: Record, 2001. * XUEQIN, Jiang. Geo-Strategy #8: The Iran Trap. [Vídeo/Documento de Análise]. Hong Kong, 2024. * CARVALHO, José Reinaldo. A fúria do imperialismo: ataque pérfido ao Irã e diplomacia como farsa. Portal Resistência, 28 de fevereiro de 2026. * NEW YORK TIMES. The Epstein Files and the DOJ Omissions: A Special Report. Edição de 26 de fevereiro de 2026. * PCB – COMISSÃO POLÍTICA NACIONAL. Nota Política contra a agressão imperialista ao povo do Irã. Fevereiro de 2026.
ARTIGO ACADÊMICO
TÍTULO: A RUPTURA DA HEGEMONIA E A “ARMADILHA DE PERSIA”: UMA ANÁLISE SITUACIONAL E ESTRATÉGICA DO CONFLITO IRÃ-EUA EM 2026
RESUMO:
Este artigo analisa o conflito deflagrado em 28 de fevereiro de 2026 sob a ótica do Planejamento Estratégico Situacional (PES) e do Método Altadir de Planejamento Popular (MAPP), confrontando-os com as doutrinas clássicas de Sun Tzu e Clausewitz. Examina-se como a operação “Epic Fury” e a subsequente resposta iraniana revelam uma falha cognitiva na alta direção estadunidense e uma reconfiguração da correlação de forças global mediada pelo bloco BRICS.
- INTRODUÇÃO: O FLUXOGRAMA SITUACIONAL DA CRISE
Sob a lente do MAPP, o governo de Donald Trump operou sobre um Vetor de Descritor de Problemas (VDP) equivocado. Ao ignorar as variáveis de “Acesso Negado” (A2/AD) e a resiliência do Eixo de Resistência, Washington subestimou a capacidade de resposta simétrica do Irã. O que se desenhou como um “ataque preventivo” transmutou-se, na prática, em uma perda de controle sobre o Vetor de Plano (VP), onde o ator que buscava o controle (EUA) tornou-se refém da reatividade do oponente. - A ARTE DA GUERRA E O ERRO ESTRATÉGICO
Sun Tzu afirma: “Conhece o teu inimigo e a ti mesmo”. A administração Trump-Rubio falhou em ambos. Ao subestimar o “fundo do arsenal” iraniano e o apoio tecnológico de satélites da Rússia e China, os EUA entraram em um terreno que Clausewitz define como a “Fricção da Guerra”. O bombardeio ao Burj Khalifa e às bases em 8 países demonstra que o Irã aplicou o princípio de Sun Tzu de “atacar onde o inimigo não está preparado e aparecer onde não se é esperado”. - O MAPP E A CAPACIDADE DE GOVERNO
No Método Altadir de Planejamento Popular, a Capacidade de Governo é medida pela habilidade de processar problemas complexos. A reunião em Mar-a-Lago, com um gabinete “demudado” e “desconcertado”, revela uma baixa capacidade de processamento frente a uma Situação Geopolítica de Incerteza Dura. O uso da guerra como cortina de fumaça para o escândalo dos arquivos Epstein (conforme o New York Times) caracteriza uma “fuga estratégica”, onde a alta direção sacrifica a estabilidade sistêmica (paz mundial) para tentar preservar a governabilidade interna. - A PARALAXE DO BRICS E A SOBERANIA DIGITAL
A análise em paralaxe revela que, enquanto o G7 vê o Irã como um “Estado pária”, o BRICS o vê como um nó vital da Soberania Multipolar. O fornecimento de mapeamento por satélite (Glonass/Beidou) neutralizou a vantagem tecnológica ocidental. A “Armadilha do Irã”, prevista por Jiang Xueqin, materializou-se: os EUA foram atraídos para um conflito de desgaste que isola o dólar e unifica o Sul Global em torno da autodefesa e da nova governança internacional. - CONCLUSÃO: A POLÍTICA COMO CONTINUAÇÃO DA GUERRA
Clausewitz postulou que a guerra é a política por outros meios. Em 2026, a política imperialista de “Pressão Máxima” atingiu seu limite cinético. O estágio atual dos combates indica que a vitória decisiva pretendida pelos EUA é inalcançável sem um custo econômico que destruiria o próprio “legado” de Trump. A tendência aponta para uma redistribuição de poder onde o controle dos estreitos marítimos e a solidariedade internacionalista (como expressa no manifesto de José Reinaldo Carvalho e nas notas do PCB) tornam-se as novas armas de dissuasão.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
- CLAUSEWITZ, Carl von. Da Guerra. Tradução de Maria Teresa Ramos. São Paulo: Martins Fontes, 2010.
- HUAMÁN, Carlos. MAPP: Método Altadir de Planejamento Popular. Brasília: Editora Popular, 2022.
- MATUS, Carlos. Adeus, Senhor Presidente: Planejamento Estratégico e Coprodução de Juízo Crítico. São Paulo: Fundap, 1996.
- SUN TZU. A Arte da Guerra. Rio de Janeiro: Record, 2001.
- XUEQIN, Jiang. Geo-Strategy #8: The Iran Trap. [Vídeo/Documento de Análise]. Hong Kong, 2024.
- CARVALHO, José Reinaldo. A fúria do imperialismo: ataque pérfido ao Irã e diplomacia como farsa. Portal Resistência, 28 de fevereiro de 2026.
- NEW YORK TIMES. The Epstein Files and the DOJ Omissions: A Special Report. Edição de 26 de fevereiro de 2026.
- PCB – COMISSÃO POLÍTICA NACIONAL. Nota Política contra a agressão imperialista ao povo do Irã. Fevereiro de 2026.
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