Resumo: O presente estudo aborda a intervenção do México no Conselho de Segurança da ONU em 23 de dezembro de 2025 como o marco do isolamento global da política externa de Donald Trump. Analisa-se a tese de que o recurso à “força bruta” e ao bloqueio naval, longe de demonstrar poder, revela a fragilidade de um regime acossado internamente e rejeitado pela comunidade internacional, em um processo análogo ao isolamento que precedeu a queda de grandes potências agressoras no passado.
- A Postura Mexicana: O Direito como Escudo da Paz
A intervenção do embaixador Héctor Vasconcelos, sob as diretrizes da presidenta Claudia Sheinbaum, reafirma o Artigo 2º da Carta da ONU em um momento de ruptura.
- A Deslegitimação da Força: Ao declarar que nenhuma diferença deve ser resolvida pela ameaça, o México isola o governo Trump como o agressor unilateral. A oferta de mediação mexicana atua como uma “armadilha diplomática”: se Washington a rejeita, confirma sua natureza belicista; se a aceita, renuncia à estratégia de rendição forçada da Venezuela.
- Zona de Paz vs. Zona de Saque: O México defende a “América Latina como Zona de Paz”, confrontando a visão de Trump da região como um território de ativos a serem “recuperados” (petróleo e terras).
- A Paralaxe Histórica: Do Terceiro Reich ao Império do Caos
A história oferece uma lição contundente sobre o destino de potências que se arrogam o direito de ignorar a legalidade internacional:
- O Exemplo de 1945: A Alemanha Nazista de Adolf Hitler era a força militar mais avançada e poderosa de sua época, contando com aliados no Eixo e a cumplicidade silenciosa de elites financeiras globais. No entanto, a arrogância belicista e o desprezo pela humanidade forjaram uma união mundial (os Aliados e os povos resistentes) que pôs fim ao regime cruel.
- O Espelho de 2025: O governo Trump tenta mimetizar essa força através da “diplomacia das canhoneiras” e do cerco naval. Contudo, assim como no passado, a humanidade — representada pelos 88% do Sul Global e potências como China, Rússia e o bloco latino-americano (Brasil-México-Colômbia) — está se unindo para impedir que o autoritarismo belicista prevaleça.
- O Isolamento Doméstico e a Crise Interna dos EUA
Um aspecto frequentemente ocultado pela mídia corporativa (CIMI) é que Trump está isolado também dentro de suas fronteiras:
- Rejeição Popular: Pesquisas de dezembro de 2025 apontam uma desaprovação recorde de 60%. O povo americano, cansado de guerras custosas e inflação, não deseja o envio de tropas para o Caribe.
- Oposição Legislativa: Membros do Congresso dos EUA já classificam o bloqueio naval como um “ato de guerra” ilegal e um crime contra a economia doméstica, dado o risco de interrupção nas cadeias de suprimentos globais.
- A Paralisia Militar: A frota americana, apesar do aparato tecnológico, encontra-se “estancada” diante da dissuasão tecnológica multipolar e da reprovação moral do mundo, tornando-se um símbolo de um poder que não consegue mais se traduzir em vitória.
Conclusão: O Veredito do Século XXI
A ação firme do México na ONU é o anúncio de que o século XXI não admite o retorno ao colonialismo. O “Império do Caos” pode ter as armas, mas perdeu a autoridade. A união de 330 organizações sociais, o apoio de prêmios Nobel autênticos como Pérez Esquivel e a defesa jurídica de Assange formam um “cordão sanitário” contra o terrorismo de Estado de Washington. Como em 1945, o veredito final não será dado pelos mísseis, mas pela união dos povos livres contra os tiranos que ousam ameaçar a paz global.
📚 Referências Bibliográficas Relevantes - ONU / CONSELHO DE SEGURANÇA. Atas da Sessão de Emergência sobre a Estabilidade Regional no Caribe. Nova York, 23/12/2025.
- SECRETARIA DE RELACIONES EXTERIORES (México). Comunicado sobre a mediação e o respeito ao Artigo 2º da Carta da ONU. Cidade do México, 2025.
- HOBSBAWM, Eric. A Era dos Extremos: O Breve Século XX (1914-1991). São Paulo: Companhia das Letras.
- WOLFF, Richard. The Domestic Crisis of the US Empire: Economic Failure and Popular Dissent. 2025.
- OPERA MUNDI. Sheinbaum e Lula: O Eixo da Paz contra o Belicismo de Trump. Dezembro/2025.
- CARTA DAS NAÇÕES UNIDAS. Princípios de Não-Intervenção e Solução Pacífica de Controvérsias.
- SARDÁ, Carolline. Misoginia e Belicismo: A tática da Extrema-Direita para controlar a opinião pública. Opera Entrevista, 2025.
Sugestão de Próximo Passo: Esta análise reforça o papel histórico do México.
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