A Narrativa do Medo vs. A Realidade Multipolar: O Colapso do Monopólio da Informação do “Império do Caos”



Resumo: O presente estudo analisa a falência do modelo de controle da opinião pública exercido pelo Complexo Industrial-Militar e de Informação (CIMI) do eixo OTAN. Investiga-se como a hegemonia dos grandes conglomerados de mídia (PIG no Brasil, BBC, Império Murdoch) e a vigilância das Big Techs estão sendo neutralizadas pela emergência de novos polos de poder e pela visibilidade dos 88% da população global que rejeitam o autoritarismo belicista

  1. O Complexo Industrial-Militar-Mediático e a Fábrica de Mentiras
    O “Império do Caos” opera sob a premissa de que a percepção da realidade é mais importante que a própria realidade. Para isso, utiliza uma estrutura de três pilares:
  • Mídia Corporativa (PIG/BBC/Murdoch): Atuam como braços de propaganda ideológica, fabricando consentimento para invasões, sanções e golpes de Estado. O objetivo é manter os 12% da população (EUA/Europa) em um estado de medo e conformismo.
  • Big Techs e Algoritmos: Funcionam como ferramentas de censura seletiva e amplificação de narrativas que servem aos interesses da CIA e do Pentágono, tentando invisibilizar as conquistas e as resistências dos povos soberanos.
  • A Falha no Disfarce: Como citado, “o diabo faz as travessuras, mas não esconde o rabo”. A manipulação torna-se tão grotesca (como designar a Venezuela como “terrorista” enquanto se pratica a pirataria naval) que a contradição salta aos olhos até mesmo do observador menos atento.
  1. A Paralaxe dos 12% vs. Os 88%: O Fim da Invisibilidade
    A grande transformação do século XXI é que o “Resto do Mundo” (os 88%) não apenas se tornou visível, mas assumiu o protagonismo da história.
  • A Visão do Império (12%): Considera-se o centro do universo, o “jardim” de Borrell, enquanto o resto é a “selva”. Utiliza sanções e o dólar como chicotes coloniais.
  • A Visão Global (88%): Representada pelos BRICS+, pela Pátria Grande e pelas alianças euro-asiáticas. Este bloco rejeita o modelo de “segurança” que gera genocídios e pilhagem, optando por uma segurança compartilhada e desenvolvimento mútuo.
  1. O Despertar da Pátria Grande: Venezuela como Estudo de Caso
    A resistência venezuelana em dezembro de 2025 é o exemplo máximo da falência do controle narrativo.
  • A Mentira: Trump e Miller afirmam que a Venezuela é uma “ameaça” e que o petróleo foi “roubado” dos EUA.
  • A Verdade Material: 97% dos venezuelanos rechaçam o saque; a Venezuela exporta e doa gás para a vizinha Colômbia; superpetroleiros chineses operam sob escolta soberana.
  • O Resultado: A narrativa ianque não consegue sustentar a invasão porque o eixo Brasil-México-Colômbia-China-Rússia criou uma “muralha diplomática e militar” que os meios de comunicação de Murdoch não podem ignorar.
  1. O CIM e as Marcas dos Genocídios
    As mãos que controlam o capital financeiro e as Big Techs estão manchadas pelo sangue de séculos de colonialismo e intervenções contemporâneas (Gaza, Ucrânia, Líbia, Iraque). A acumulação primitiva de riquezas que sustenta o padrão de vida dos 12% é fruto direto do genocídio dos povos do Sul. A união atual entre Pequim, Moscou, Brasília e Caracas representa o acerto de contas histórico: a transição para uma economia desdolarizada e uma governança multipolar que remove o “rabo pontiagudo” do capeta imperialista da mesa de decisões.
    Conclusão: A Derrota da Narrativa pela Prática
    O Império pode ter os “médios” (meios de comunicação), mas perdeu a mediação da realidade. A união dos 88% contra o terrorismo belicista prova que a verdade dos fatos — a produção soberana, a defesa militar eficiente e a solidariedade internacionalista — é mais forte que qualquer algoritmo de Big Tech. O século XXI pertence aos povos que, ao saírem da invisibilidade, decidiram que nunca mais serão colônia.
    📚 Referências Bibliográficas Relevantes
  • CHOMSKY, Noam; HERMAN, Edward. Manufacturing Consent: The Political Economy of the Mass Media. Pantheon, 1988 (Edição revisada 2025).
  • WOLFF, Richard. Capitalism’s Crisis Deepens: Essays on the Global Economic Meltdown. Haymarket Books, 2025.
  • PARENTI, Michael. Against Empire. City Lights Publishers.
  • MONIZ BANDEIRA, Luiz Alberto. A Desordem Mundial: O Espectro do Domínio Total. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira.
  • OPERA MUNDI. Série: O Fim da Hegemonia do Dólar e a Ascensão dos 88%. Dezembro/2025.
  • LOSURDO, Domenico. Contra-História do Liberalismo. Diversas edições.
  • STEDILE, J. P. Entrevista: O Imperialismo em Crise e a Resistência Popular Global. Opera Mundi, 19/12/2025.

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