Cuba, Símbolo da Ternura dos Povos

Por: José Evangelista Rios da Silva

Introdução: O Bloqueio como Guerra de Classes e o Conceito de Ternura

O Bloqueio Econômico, Comercial e Financeiro imposto pelos Estados Unidos a Cuba é, na sua essência, a guerra de classes mais longa da história moderna. Não se trata de uma disputa entre nações, mas de uma guerra movida pela classe dominante imperialista contra um projeto que ousou colocar a dignidade humana e a soberania acima do lucro e da propriedade privada.Nosso debate, a partir da lente da militância classista, provou que o Bloqueio é um ato de vingança. Contudo, em face dessa infâmia de 66 anos, emerge uma verdade inegável, aclamada mundialmente: Cuba é o Símbolo da Ternura dos Povos, um modelo de evolução civilizacional pautado na solidariedade, frequentemente mais avançado que muitas nações ditas “ocidentais”.I. A Paralaxe do Crime: O Imperialismo em XequeA arrogância do Império reside em classificar Cuba como um “regime falido” enquanto, paradoxalmente, a força de sua própria ideologia é desmentida pela realidade.| Perspectiva do Império do Caos (EUA) | Perspectiva da Militância Classista (Cuba) ||—|—|| A Vingança: O Bloqueio é a defesa do “direito” do capital a reaver a propriedade privada perdida após 1959. | A Origem: Cuba revolucionária expropria o latifúndio e os monopólios yankees, provando que a soberania é o primeiro ato de justiça social. || A Farsa: A saúde é um produto caro, acessível apenas mediante seguro ou alto custo, defendendo a máfia das seguradoras. | O Triunfo: A saúde é um Direito Universal de excelência, com mortalidade infantil e expectativa de vida comparáveis ou superiores às dos EUA, mesmo sob cerco. || O Cinismo: Cuba é listada como patrocinadora do terrorismo para sufocá-la financeiramente. | A Realidade: Cuba é a maior exportadora mundial de ternura, enviando médicos e professores, e não tropas ou dívida. |O Paradoxo Sicko (Michael Moore)O documentário Sicko oferece a prova material mais gritante: cidadãos americanos (de classe média, pobres e até heróis do 11/9) são forçados a violar as leis do seu país para buscar tratamento gratuito em Cuba, porque o Capitalismo Americano prioriza o lucro sobre a vida.O Bloqueio, portanto, não protege a “liberdade” americana; ele protege o preço obsceno da saúde e o lucro das corporações, tentando destruir um sistema que prova que a saúde não precisa de lucro para ser eficaz.II. O Ato Civilizacional da SolidariedadeCuba se consolidou como um símbolo de ternura por uma razão ideológica e prática: ela fez da Solidariedade o centro de sua política externa. O filme “Vai pra Cuba, Eduardo!” (Eduardo Moreira) demonstra que o verdadeiro efeito nocivo do Bloqueio não é apenas a escassez material na Ilha, mas o veto à contribuição humanitária global.O Bloqueio é, em última análise, um crime contra a humanidade global porque: * Bloqueia a Vida: Impede a compra de insumos, reagentes e tecnologia para expandir a produção de medicamentos e vacinas de ponta (como as desenvolvidas pela própria ilha), limitando o socorro a outros povos necessitados. * Chantageia a Cooperação: Ameaça terceiros países e empresas (Lei Helms-Burton) que ousem colaborar com a medicina cubana, ampliando a tragédia em escala mundial.O valor de uma nação, ensina Cuba, não está no seu PIB (Produto Interno Bruto), mas no seu IPB (Índice de Projeção da Bondade). Cuba, apesar de ser economicamente bloqueada, detém o maior índice de bondade e ternura do planeta.III. A Derrota Moral do Império do CaosO que justifica a persistência desse absurdo por 66 anos, com 165 países votando anualmente contra o Bloqueio na ONU (o maior consenso político do planeta, conforme documentado por Alberto Cantalice)?A resposta é a arrogância e a prepotência imperialista que não aceitam: * A Soberania: O direito de um povo de escolher seu próprio caminho. * O Exemplo: Que um país de Terceiro Mundo possa ter sucesso em prover as necessidades humanas básicas (educação, saúde) fora da lógica de mercado.O Imperialismo insiste em manter um bloqueio condenado pelo mundo para matar a esperança e usar Cuba como um espantalho ideológico: “Se vocês buscarem a soberania e a justiça social, vocês falharão.”Mas a resistência cubana, a terna e invencível resistência de seu povo, prova que essa tática falhou. A cada ano que o Bloqueio é condenado na ONU, o “Império do Caos” se torna mais isolado e moralmente derrotado.Conclusão: O Grito de Solidariedade ClassistaA luta pelo fim do Bloqueio a Cuba é, para a militância classista, a luta pela vitória da civilidade sobre a barbárie do lucro. É o reconhecimento de que a solidariedade é, como disse Fidel, “a ternura dos povos”.Nós, trabalhadores e militantes de mais de 35 países, reafirmamos nossa solidariedade e nosso compromisso de denunciar este crime até o seu fim. Que a persistência do Bloqueio sirva de prova, às novas gerações, do quão cruel e desumano o Imperialismo pode ser.GRACIAS A CUBA, o mundo civilizado te agradece!Referências Bibliográficas Relevantes * Cantalice, Alberto. Bloqueio à Cuba: 66 anos de infâmia. (Artigo da Fundação Perseu Abramo). * Moore, Michael. Sicko (2007). (Documentário que compara os sistemas de saúde). * Moreira, Eduardo. Vai pra Cuba, Eduardo! (Documentário sobre a solidariedade cubana e o impacto do bloqueio). * Castro, Fidel. Diversos discursos. (Conceito de Solidariedade como “Ternura dos Povos”). * Lei da Liberdade Cubana e Solidariedade Democrática (Lei Helms-Burton). (Documento legal que exemplifica a extraterritorialidade da agressão).

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