Título: MCTI: A Vitrine de um Projeto de Nação Soberana na Disputa de Narrativas Contra o Atraso

A atuação do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) na liderança do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), sob a direção da camarada Luciana Santos, transcende a mera gestão técnica. Ela se estabelece como um campo estratégico de disputa ideológica e uma vitrine concreta do nosso projeto revolucionário para a nação.
Em um cenário onde a comunicação de massas é hegemonicamente controlada pelo PIG (Partido da Imprensa Golpista) — porta-voz da elite do atraso e anti-nacional — o resultado do trabalho dos comunistas é sistematicamente minimizado. É imperativo, portanto, que a estrutura marxista-leninista do Partido utilize as ferramentas do materialismo dialético e histórico para transformar as conquistas técnicas em uma narrativa de classe audaciosa, garantindo que cheguem à maioria do povo brasileiro.
I. O Materialismo Histórico em Ação: Transformando a Base Produtiva
A cooperação estratégica firmada com a China, evidenciada pelos cinco memorandos de entendimento, não é um simples acordo diplomático; é um movimento tático que visa a superação da dependência tecnológica e o fomento de um novo ciclo de desenvolvimento soberano.

  • A IA para o Povo: Soberania Contra o Neocolonialismo Digital
    O Memorando sobre Inteligência Artificial (IA) com a China foca na transferência de conhecimento e na capacitação nacional. Nossa mensagem deve ser clara: a IA é uma tecnologia multipropósito que não pode ser monopólio do grande capital imperialista. O Estado, sob a direção de quadros comunistas, atua para garantir que o domínio da IA seja uma ferramenta de libertação e de fomento de empregos de alto valor, e não um novo mecanismo de subordinação econômica e cultural.
  • Vida Acima do Lucro: Tecnologia Nuclear a Serviço do SUS
    O acordo sobre Aplicações de Tecnologia Nuclear focado na saúde — especificamente na produção de radiofármacos — é a prova cabal de que a ciência pode ser posta a serviço da classe trabalhadora. Garantir a produção nacional desses medicamentos essenciais significa salvar vidas no Sistema Único de Saúde (SUS) e romper a dependência de grandes farmacêuticas internacionais, eliminando custos e garantindo tratamento de câncer e outras doenças para a classe trabalhadora.
  • Luz e Emprego: A Transição Energética Justa
    Ao fortalecer a Indústria Fotovoltaica, o MCTI, sob liderança comunista, não está apenas “fazendo o verde”; está construindo empregos industriais de qualidade na base produtiva, garantindo que a necessária transição energética seja também uma transição socialmente justa, combatendo a crise climática e ao mesmo tempo aquecendo a economia nacional.
  • Alimento e Justiça Social:
    O Laboratório Conjunto de Agricultura Familiar (INSA/China) e a prioridade à Fonte de Luz Síncrotron fecham o ciclo. Eles demonstram que o investimento em infraestrutura de ponta e a aplicação de tecnologia (mecanização e IA) são direcionados para o setor que garante a soberania alimentar e combate a desigualdade no campo, enfrentando a hegemonia do agronegócio exportador.
    II. A Paralaxe e a Disputa da Narrativa
    O desafio de comunicação é traduzir a linguagem fria dos memorandos para a paixão e a necessidade da vida cotidiana.
    | Linguagem do Capital (PIG) | Linguagem de Classe (PCdoB) |
    |—|—|
    | “Acordo diplomático de C&T.” | “Aliança Estratégica Sul-Sul para o Desenvolvimento Soberano.” |
    | “Investimento em tecnologia para o campo.” | “Tecnologia de Ponta para a Agricultura Familiar: Fortalecendo o Alimento da Mesa do Povo e Combatendo a Desigualdade no Campo.” |
    | “Aumento da produção de satélites.” | “CBERS: Domínio Tecnológico para a Defesa da Amazônia e Monitoramento de Desastres Naturais para Salvar Vidas.” |
    Essa tradução é o trabalho militante: é a demonstração de que a competência técnica do Partido está a serviço de um projeto de poder que coloca os interesses do povo e do desenvolvimento nacional acima dos interesses do imperialismo e da burguesia interna.
    III. O Chamado ao Coletivo de Militantes
    Conforme o princípio do centralismo democrático, o mapeamento e a mobilização do coletivo são essenciais. Cada militante, cada base de formação de liderança, deve se tornar um agente de comunicação de massa, munido desses dados para:
  • Formação Interna: Utilizar os resultados do MCTI como estudo de caso prático do materialismo histórico aplicado ao Brasil.
  • Disputa Externa: Desmentir as fake news e as narrativas do PIG com o resultado material e ideológico das políticas implementadas.
    A gestão do MCTI é a nossa prova de que temos não apenas a teoria revolucionária, mas a capacidade técnica e o compromisso político para edificar o Brasil soberano e socialista.
    Referências Bibliográficas e Constitucionais Relevantes
    Referências Legais e Institucionais:
  • Constituição Federal de 1988: Art. 218 e Art. 219 (Tratam do dever do Estado em promover e incentivar o desenvolvimento científico, a pesquisa e a capacitação tecnológica, visando o bem público e o progresso do país).
  • Lei nº 13.243/2016 (Marco Legal da CTI): Estabelece normas para incentivo à inovação e à pesquisa científica e tecnológica.
  • Nova Indústria Brasil (NIB) – Eixos Estratégicos: Plano governamental que direciona investimentos em CTI para missões específicas de desenvolvimento sustentável e digital.
  • Memorandos de Entendimento Brasil-China (2024): Documentos oficiais que formalizam a cooperação estratégica Sul-Sul nas áreas de IA, Fotovoltaica, Nuclear, Síncrotron e Agricultura Familiar.
    Referências para o Debate Marxista:
  • MOURÃO, Kardé. A relevância da comunicação para as forças populares e de esquerda (Referência à linha de atuação na disputa de narrativas).
  • LÊNIN, V. I. Que Fazer? (Para reforçar o papel do Partido como vanguarda e a importância da teoria revolucionária na condução da prática).
  • GRAMSCI, Antonio. Cadernos do Cárcere (Para aprofundar o conceito de hegemonia e a disputa da cultura e das narrativas na sociedade civil).
  • PCdoB – Resoluções do Congresso: Documentos que traçam a linha política para a atuação no governo de frente ampla e a estratégia para o desenvolvimento nacional soberano.

José Evangelista Rios da Silva

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