A Venezuela e a Longa Guerra do Império: Uma Análise Classista da Agressão Imperialista

O que a grande mídia hegemônica apresenta como uma “guerra às drogas” é, na verdade, mais um capítulo na longa e brutal história de agressão do imperialismo norte-americano contra nações soberanas. A escalada recente, marcada pela recompensa multimilionária por Nicolás Maduro e pelo aumento da presença militar dos EUA no Caribe, não é um evento isolado, mas a culminação de décadas de guerra híbrida contra a Revolução Bolivariana. Uma análise classista nos permite desvelar as camadas de propaganda e entender o verdadeiro objetivo do Império: o controle dos recursos e a subjugação de um povo que ousou defender sua autodeterminação.

  1. O Uso da Recompensa como Arma de Guerra Política
    A elevação da recompensa por Nicolás Maduro a um valor que supera o oferecido por terroristas notórios como Osama Bin Laden revela a natureza puramente política e propagandística da acusação. Não se trata de um ato jurídico de combate ao narcotráfico, mas de uma manobra para:
  • Criminalizar um Estado e seu Líder: Ao transformar um presidente democraticamente eleito em um “procurado”, o imperialismo tenta criar uma narrativa de ilegitimidade que justifica qualquer futura ação militar ou de desestabilização.
  • Deslegitimar a Revolução Bolivariana: A acusação de “narcoditador” é um instrumento de guerra psicológica, usado para corroer o apoio interno e internacional, minando a coesão social e a solidariedade internacionalista.
  • Forjar um Casus Belli: A suposta “ameaça” de um “narcoestado” serve como pretexto para o cerco militar e a possível intervenção direta, sob o manto falacioso da “segurança nacional” dos EUA.
    O objetivo real por trás dessa manobra é minar a soberania e abrir caminho para o controle sobre o maior tesouro da Venezuela: suas imensas reservas de petróleo e outros minerais estratégicos.
  1. Militarização do Caribe: A Doutrina Monroe em Ação
    A mobilização de destróieres, submarinos, aviões de vigilância e milhares de fuzileiros navais sob o pretexto de “combate ao narcotráfico” é um exemplo textbook de intimidação e projeção de poder militar. O que os EUA chamam de “operação antinarcóticos” é, na realidade, um bloqueio naval encoberto, uma violação direta do direito internacional e da soberania venezuelana.
    Essa agressão militar, combinada com a guerra econômica e as sanções ilegais, busca asfixiar a economia e gerar miséria para forçar uma mudança de regime. Trata-se da moderna expressão da Doutrina Monroe, que historicamente tem justificado a intervenção e o domínio dos EUA sobre a América Latina, vista como seu “quintal”.
  2. A Resposta do Povo Venezuelano: Unidade Cívico-Militar para a Defesa da Soberania
    A ativação de 4,5 milhões de milicianos, somada à firmeza das Forças Armadas Bolivarianas (FANB), é a resposta legítima de um povo diante da ameaça existencial. Longe de ser um ato de “belicismo”, como a imprensa imperialista tenta rotular, a mobilização popular é a materialização da doutrina de “Guerra de Todo o Povo” criada pelo Comandante Hugo Chávez.
    Essa doutrina, baseada na união cívico-militar, é a melhor forma de frustrar as táticas de golpe de Estado e desestabilização interna do Império. Mostra ao mundo que o povo venezuelano está consciente e preparado para defender sua revolução, seus recursos e sua autodeterminação.
  3. A Luta Anti-Imperialista: Um Chamado à Solidariedade
    O ataque à Venezuela não é apenas um ataque a um país; é um ataque à ideia de que as nações podem seguir um caminho independente e soberano, fora do controle da ordem unipolar imperialista. A luta do povo venezuelano é a luta de todos os povos oprimidos.
    A solidariedade internacionalista, por parte de movimentos sociais, organizações e governos progressistas, é crucial para denunciar a máquina de guerra imperialista, romper o cerco midiático e político, e apoiar o direito da Venezuela à paz, à soberania e à autodeterminação.
    Referências Disponíveis e Relevantes:
  • “A Doutrina Monroe e a Intervenção dos EUA na América Latina” – Uma análise histórica das políticas de intervenção norte-americanas.
  • “Guerra Híbrida: O Novo Manual de Guerra do Imperialismo” – Estudo sobre as táticas de guerra não-convencional usadas pelos EUA.
  • Relatórios da UNASUL e de agências de inteligência que desmascaram a acusação de “narcotráfico” como uma fabricação política.
  • Análises da TeleSUR e de veículos de comunicação progressistas sobre a mobilização popular e a doutrina de defesa venezuelana.

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